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Capitulo 43

- Moça - uma voz ecoou um pouco distorcida pela rua e então concluí que estivesse me chamando pois ela estava deserta. Virei a buscando e estreitei meus olhos em direção ao fim da rua, mas não consegui enxergar, a escuridão predominava. Bom, eu era uma garota sozinha à noite em uma rua escura e abandonada. Fiquei com medo e segui meu caminho aumentando a velocidade dos meus passos evitando olhar para trás. Minha respiração acelerou quando reparei que havia uma sombra de um homem atrás de mim. Apavorada, comecei a correr e desesperei-me ao ver que a tal pessoa estava seguindo o meu caminho. Tentei ao máximo me esforçar para ir mais rápido, mas quanto mais eu aumentava minha velocidade, mas ele vinha em minha direção. Com o medo pulsando em minhas veias, segui sem olhar para trás, rezando para chegar logo em casa e me trancar para sentir-me protegida. Mas o que aquele homem queria comigo? Se fosse me assaltar, pelo menos me avisasse. Furtasse-me e fosse logo embora. Mas por que toda a perseguição? A cidade toda parecia estar desacordada, senti-me completamente em perigo e sem ter à quem pedir socorro. E para piorar minha situação, o céu azul escuro fechou-se completamente e uma forte chuva começou a cair. Droga. Eu realmente não sei o que ele cara queria, mas, ele não desistiu. E o meu medo me fez estremecer. Mas também não desisti de fugir. Aquela chuva toda só dificultava minha situação. Minha visão estava embaçada e eu nem olhava para o chão enquanto pisava. E eu como uma pessoa nada desastrada, acabei caindo no meio fio. Apoiei minha mão no chão molhado e fiz força para levantar. Parei um pouco em meio à toda aquela tempestade
Ainda tentando me recuperar quando o homem se aproximou de tal maneira que me assombrou ainda mais, meu medo foi tanto que não tive coragem o suficiente para olhar para trás e encará-lo. Continuei a correr mesmo exausta. Uma quase sensação de alívio eu senti quando do outro da rua eu avistei a casa de tia Natacha. Corri desesperadamente para atravessar e um carro que eu não quis enxergar freou bruscamente e buzinou para mim. A mulher que estava na direção disse algum palavrão mas eu não me importei, corri para em direção a porta e procurei feito louca a chave. A luz do farol do carro iluminou a parede da casa, me fazendo ver novamente a sombra daquele homem. Girei a fechadura e entrei, fechando bruscamente aquela porta ainda tentando controlar minha respiração que estava rapidamente acelerada. Apoiei meu corpo na porta por longos dois minutos tentando recuperar-me de todo aquele susto. Depois de não estar tão atordoada, tentei não acordar ninguém. Peguei uma roupa no quarto e fui para o banheiro tomar um banho. Rezei para não pegar uma gripe no dia seguinte.

#Luan Narrando

Algo me encabulou quando vi aquela mulher. Aqueles cabelos e aquele corpo me fizeram imediatamente vir na memória a Mariana. Parecia ser uma loucura, pois eu não pude ver seu rosto, mas se fosse ela, eu não poderia desperdiçar essa chance. Quando ela acelerou seus passos eu comecei a correr e pareci ter a assustado. Logo comecei uma corrida atrás dela e ela pareceu ter perdido quando caiu. Mas quando aparentemente me viu, ela se pôs a correr novamente e não consegui alcançá-la, pois já havia entrado em sua casa e seria incomodo demais se eu a perseguisse até lá. Pensei em deixá-la em paz, talvez não fosse a Mari, apenas uma alucinação minha e eu a assustei sem motivos. Parei do outro lado da rua com as mãos apoiadas nos joelhos recuperando meu fôlego, me exaltei ainda mais com toda aquela chuva.
- Luan seu maluco, o que te deu na cabeça? Quer me matar do coração? – Dagmar apareceu atrás de mim toda encharcada e aparentemente muito brava e logo tive que ouvir seus sermões – Garoto o que você pensa que tá fazendo?
- Eu não quero falar disso Dadá, por favor – ela percebeu meu tom de voz entristecido e assentiu sem fazer perguntas – Vamos voltar, ta chovendo demais, cê vai ficar doente por minha causa.
- Você sabe que eu me preocupo com você Luan e mesmo você sendo maior de idade sou sua responsável. A sua mãe confia em mim e eu tenho que cuidar de você. É o meu trabalho, você sabe disso. Não quero que isso se repita, ok?
- Eu sei Dadá, mas não foi uma atitude irresponsável minha, é só que você não entende. Mas eu não quero falar disso, por favor

(...)

- Mãe será posso falar com a senhora? – já em casa perguntei à ela enquanto me apoiei no balcão da cozinha
- Você me chamando de mãe Luan? Já vi que a coisa é séria – ela veio até mim com o seu inevitável olhar de preocupação pedindo para que eu me sentasse junto a ela na mesa
- Eu pensei que um dia toda a minha dor pudesse ir embora, que toda minha saudade fosse se curar com o tempo – comecei e ela me observava falar atenciosamente – Mas parece que eu tava errado sabe, que isso tudo não vai passar nunca. Eu sinto tanto a falta dela mãe, e o que mais me dói e não saber onde ela está e não saber por que ela foi embora.
- Meu amor – ela  segurou minha mão – Eu sinceramente não pensei que um filho meu fosse se apaixonar e encontrar o amor da vida tão cedo como você encontrou, mas se uma coisa que eu tive certeza desde a primeira vez que eu vi a Mariana, desde a primeira vez que eu vi vocês dois trocarem olhares mesmo quando eram amigos, foi de que vocês nasceram um para o outro. E mãe sabe o melhor para o filho. Olha – ela deslizou seus dedos em minha bochecha sorrindo carinhosamente – Não posso dizer nada que te conforte ou que vá fazer com que você sinta menos saudade. Mas só digo uma coisa pra você, não se preocupa meu filho, por que o que Deus quer que se una, sempre se unirá. Vocês um dia ainda vão se reencontrar, possa demorar o tempo que for, mas vocês ainda vão. Acredite.
- Obrigado Mamusca, a senhora sempre sabe me confortar – dei um beijo no alto de sua cabeça e fui para o meu quarto.  Ocupei minha cabeça tendo algumas idéias enquanto estava deitado e liguei pro pessoal para ver se eles concordavam em colocar no DVD. E como eu estava ansioso pro meu DVD meu Deus! Faltavam menos de 2 semanas para a gravação e seria em Campo Grande. É a minha primeira grande realização.

1 ano depois

Não foi dessa vez ! Mari e Luan ainda não se encontraram, mas calma, não se desesperem ! Ainda não foi a hora, mas juro que ainda vai acontecer. Mais um ano de passou e coisas acontecerão
10 comentários? 
Vejo vcs no  próximo
Beeijinhos
@neverso_lr

Comentários

  1. continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

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  2. Continua nega ain vai demorar muito pra eles se encontrarem tô curiosa :/

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  3. ain não creio que não foi dessa vez
    continuaaaa
    @carol_mellos2

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  4. Haaaaaaa quero mais urgente

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  5. Um ano depois do Luan ter gravado o DVD ele já tava extourado vai ficar mais difícil deles se encontrarem @ls_dasgauchas

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  6. Oq sera q aconteceu depois de um ano, to curiosa

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  7. aah n demora pra postar, por favooooooooor

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